Tenho um marido que é víciado em vídeo - game, principalmente em jogos tipo RPG e de luta. Como fico privada de assistir a TV enquanto ele joga, fico observando e tentando entender o que está acontecendo. Uma coisa é inegável, os jogos estão cada vez mais bem feitos e alguns até parecem de verdade, e não computação gráfica.
Últimamente ele está jogando um jogo onde ele é um bandido, que é contratado por mafiosos e traficantes para cumprir missões secretas ou dar cabo da vida de algum inimigo. Fico vendo as cenas de morte, de violência e observo que há um certo prazer em seu olhar quando, por exemplo passa por cima das pessoas na rua porque tem que cortar caminho para cumprir a tal missão. E o pior, quando tento argumentar sobre o horror que é aquilo, ele me diz que é legal e que ele mata mesmo!
Se um jogo desse dá tanto prazer a um adulto, que tem plena consciência(imagino) que aquilo é brincadeira e não realidade, o que pode influenciar à cabeça de uma criança que ainda não tem essa distinção tão clara assim. E até uma certa idade a criança se acha onipotente e pôde tentar sair por aí testando o que viu na Tv. Isso sem falar nos adolescentes ou adultos que podem ter algum distúrbio de personalidade, como foi o caso daquele cara que saiu matando todo mundo na sessão de cinema em SP.
Não sou contra o vídeo - game, tanto que jogo também, mas acho importante fazer um alerta à todas as mães para que comversem com seus filhos e deixem bem claro que aquilo é para ser feito só na Tv e não no irmão mais novo, no coleguinha da escola, com o pai, etc..
Cuidado para o seu filho não se tranformar em algo tenebroso
